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O despertar de uma mãe: o destino de uma criança não é decidido pelas notas

Depois do jantar, meu marido me mostrou uma piada em seu telefone, que dizia: “Por causa de maus resultados nos exames, uma criança foi reprovada e chamada de pássaro estúpido por seus pais. Então, desafiadora e desobediente, a criança disse: “Existem três tipos de pássaros estúpidos no mundo. O primeiro tipo é aquele que é desajeitado e, assim, começa a voar cedo; o segundo é aquele que tem medo de se cansar e por isso, não tem vontade de voar.” “E o terceiro?”, perguntaram a seus pais. A criança disse: “É o tipo mais irritante. Eles mesmos são incapazes de voar e ainda se esforçam para fazer seus filhotes voarem.”Após ler, nós dois caímos na gargalhada. Pouco depois, no entanto, não pude deixar de pensar no passado.

Depois que comecei minha família, arrependi-me muitas vezes de não ter estudado muito, motivo pelo qual só podia ser uma dona de casa. No entanto, várias colegas minhas, que tinham ido para a faculdade, tinham bons empregos, levavam uma vida material rica e viviam em condições decentes. Era uma pena que eu não pudesse voltar atrás e me destacar do resto através do estudo. Assim, coloquei toda a minha esperança em meu filho.

Para garantir que meu filho tivesse boas perspectivas nessa sociedade ferozmente competitiva, foquei no resultado das provas dele. Quando ele tirava notas menores do que eu esperava, eu tentava várias maneiras de melhorar suas pontuações. Por exemplo, fui à sua escola muitas vezes para conversar com seus professores sobre seus estudos. E eu sempre dava uma olhada de fora da sala de aula para ver se ele estava prestando atenção na aula. Se o visse brincando na aula, eu lhe dava uma lição quando voltava para casa. Todos os dias, eu perguntava o que os professores haviam ensinado, tentando descobrir se ele estava ouvindo atentamente em sala de aula. Quando seus colegas de turma vinham convidá-lo para brincar, eu fazia muitas perguntas primeiro e, por isso, eles não ousavam voltar. Além disso, para melhorar suas notas, economizei para contratar um professor particular para ele. Também disse que, se ele estudasse muito e tirasse boa notas, eu compraria tudo o que ele quisesse. Mas se não fosse bem nas provas, ele não ganharia nada. No entanto, minhas ações tinham deixado meu filho muito estressado.Preocupações em aprender

Uma vez, ele realmente não aguentou mais, e me rebateu, dizendo: “Eu não vou mais à escola se você for lá outra vez. Quanto mais você me força a aprender, mais eu não estou disposto a fazê-lo.”Então, eu disse em um tom mal-humorado:“Estou fazendo isso para seu próprio bem!”Ele disse, de forma surpreendente:“Eu não preciso disso. Eu só quero liberdade.”Daí em diante, meu filho e eu ficamos cada vez mais distantes.

Fiquei intrigada com isso e pensei: como ele não consegue entender minha intenção? Todas as mães esperam que, no futuro, seus próprios filhos tenham um bom destino, não lhes faltem nada e se destaquem dos demais. Estamos erradas por querer isso?

Então, um dia, quando fui à casa de minha prima, contei a eles o meu problema enquanto conversava. Minha prima disse: “Não podemos controlar o destino de nossos filhos. Você tem se esforçado todos esses anos, não é? Mas como as coisas aconteceram? E quais mudanças você fez? Isso só aumenta o sofrimento seu e de seu filho. Costuma-se dizer: ‘O destino do homem é determinado pelo Céu’. É Deus quem determina o destino de uma pessoa. Não é algo que o conhecimento ou um bom diploma universitário possa mudar.”Após ouvir as palavras de minha filha, pensei: Isso está certo. Afinal de contas, fiz de tudo pelo meu filho, mas suas notas não melhoraram e nós ficamos mais distantes um do outro. Então, pensei no filho do meu vizinho. Ele estudou por três anos em uma faculdade, mas, depois de se graduar, acabou trabalhando como vendedor de lanches. Parece que frequentar uma faculdade não muda necessariamente o destino de alguém.

Depois disso, minha prima leu essas palavras: “As pessoas sabem que são impotentes, que não têm mais esperanças nesta vida, que não terão outra chance, outra esperança de distinguir-se dos outros, e que não têm opção a não ser aceitar seu destino. E assim elas projetam todas as suas esperanças, seus desejos e ideais irrealizados na geração seguinte, esperando que os filhos possam ajudá-las a concretizar seus sonhos e realizar seus desejos; que seus filhos e filhas trarão glória para o nome da família, serão importantes, ricos ou famosos. Em suma, querem ver a prosperidade de seus filhos decolar. Os planos e as fantasias das pessoas são perfeitos; elas não sabem que o número de filhos que têm, a aparência, as habilidades deles, e assim por diante, não são para elas decidirem, que nem um pouco do destino de seus filhos está nas mãos delas? Os humanos não são senhores do próprio destino, mas desejam mudar o destino da geração mais jovem; são impotentes para escapar do próprio destino, mas tentam controlar o de seus filhos e filhas. Eles não estão se superestimando? Isso não é tolice, ignorância humana?” “A tristeza do homem não é que ele busca uma vida feliz, nem que persegue fama e fortuna ou luta contra o próprio destino através da neblina, mas que, depois de ter visto a existência do Criador, depois de ter aprendido o fato de que o Criador tem soberania sobre o destino humano, ele ainda não consegue corrigir seus caminhos, não consegue tirar o pé da lama, mas endurece seu coração e persiste nos erros. Ele prefere continuar debatendo-se na lama, rivalizando obstinadamente com a soberania do Criador, resistindo a ela até o amargo fim, sem o menor sinal de contrição, e só quando jaz quebrado e sangrando é que, por fim, resolve desistir e voltar atrás. Esse é o verdadeiro sofrimento humano. Por isso, Eu digo: aqueles que optam por submeter-se são sábios e aqueles que optam por escapar são estupidamente teimosos” (“O Próprio Deus, o Único III”).

Depois de ler estas palavras, senti-me com o coração iluminado. Então, através da comunhão de minha prima sobre seu conhecimento dessas palavras, eu percebi: O meu destino é determinado pelo Criador e minha escolha não influencia em nada. Da mesma forma, o destino do meu filho, bom ou não, está dentro do que foi ordenado por Deus. Relembrando, quando meu filho não recebeu as notas que eu esperava, tentei mudar a situação usando todos os tipos de métodos. No entanto, no final, além de não funcionar, as coisas pioraram – quanto mais eu fazia, mais rebelde meu filho se tornava. Antes, eu pensava que era porque meu filho não era sensato o suficiente e não conseguia entender o meu cuidado meticuloso por ele. Mas agora sei que o problema era eu. Eu estava lutando contra o destino e ferindo meu filho. Por isso, nós nos distanciamos, vivendo na dor. Pensando sobre o passado, não sou exatamente a insensata e estúpida mãe passarinho?

Desde então, passei a crer em Deus. Eu coloquei o destino do meu filho nas mãos do Criador e estava disposta a obedecer à soberania e aos arranjos de Deus. Eu não fazia mais planos para o futuro do meu filho, nem exercia pressão sobre ele para estudar muito. Um dia, enquanto estávamos conversando abertamente, admiti que a culpa era minha pelo estresse que ele tinha vivido por tanto tempo. Além disso, prometi a ele que nunca o obrigaria a viver de acordo com a minha vontade, mas que agiria depois que chegássemos a um acordo. Depois de me ouvir, meu filho disse, com os olhos marejados: “Mãe, eu não sou mais uma criança. Farei o meu melhor nos estudos e sei o que fazer.” Quando ouvi sua palavras, senti como se ele tivesse crescido de repente. Depois disso, ele nunca brigou comigo como antes.

Quando deixei de pressionar meu filho, ele começou a estudar mais ativamente para o exame do ensino médio e passou a me contar o que acontecia na escola. E eu não fiz mais exigências rigorosas dele. Mesmo quando ele ia mal nas provas, eu não o reprovava, mas o encorajava, e diziam que o importante era que ele desse o seu melhor. Eu não estava mais preocupada se ele conseguiria entrar em uma boa faculdade ou se destacar dos outros, nem mantinha a visão errada de que “o conhecimento pode mudar o destino de alguém”. Ao contrário, passei mais tempo falando com ele sobre a fé em Deus e, várias vezes, confiei seu futuro a Deus em minhas orações. acredito que a vida que meu filho terá não será determinada pelas suas notas, mas pelo controle e a determinação de Deus. Como mãe dele, é meu dever guiá-lo para que acredite e adore a Deus, porque apenas estando diante de Dele, buscando as verdades, e vivendo a aparência de um homem real, meu filho seguirá a senda certa da vida.