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Por que eu não estava feliz apesar de ter obtido 100 pontos?

Todo mundo quer tirar notas boas nos exames e não sou exceção. Se tiro notas boas e resultados bons, posso ganhar prêmios, receber elogios dos meus pais e, o que é mais importante, ser apreciado por meus professores e invejado pelos meus colegas.

Eu me lembro dos meus exames finais do primeiro semestre do quarto ano. Naquela época, tudo correu bem durante o exame de matemática no início, mas o problema da última palavra me deixou perplexo. Não importa o quanto eu pensasse sobre isso, eu ainda não conseguia resolver. Este problema valia 6 pontos. Se eu não conseguisse resolvê-lo, teria apenas 94 pontos. Eu não estava disposto a perder os 6 pontos, logo quis perguntar ao meu colega de classe, Zhong, sentado ao meu lado que era bom em matemática e teria conseguido resolvê-lo. Olhei para o vigilante, que testava com a cabeça baixa e olhava para um computador. Pensei: “Esta é uma boa chance, mas como devo perguntar a ele?” Assim, Zhong me perguntou em voz baixa: “Ei, como você resolveu este problema?” De forma inesperada, ele me perguntou sobre outra questão primeiro. Então trocamos as respostas que cada um de nós precisava.

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Depois que cheguei em casa, minha mãe perguntou-me: “Como foi o exame hoje? Alguma coisa deu errado?” Imediatamente pensei em como eu havia trapaceado no exame. E, de repente, senti-me um pouco desconfortável. Pensei: “Eu trapaceei no exame, mas sou uma criança que acredita em Deus. Se disser à minha mãe sobre a minha trapaça, com certeza ela irá repreender-me. Mas se eu não disser, minha mãe certamente não saberá, mas Deus saberá, porque Ele inspeciona o coração das pessoas.” Hesitei por um momento, e, de repente, lembrei-me da minha mãe dizendo que, seja o que for que encontrássemos, deveríamos orar a Deus e confiar Nele. Então, orei a Deus em meu coração silenciosamente: “Ó Deus! Hoje eu trapaceei no exame e minha mãe me perguntou sobre o meu exame depois que cheguei em casa. No entanto, não me atrevo a dizer nada por medo de que ela me critique. Espero que possas ajudar-me a ser uma pessoa honesta e estar disposto a dizer a verdade para a minha mãe.” Depois da oração, tive a coragem de falar com honestidade, e assim contei a minha mãe sobre a minha trapaça no exame.

Minha mãe perguntou-me: “Quando estava trapaceando, você chegou a pensar que Deus não gosta disso?” Eu me senti um pouco mal porque ela estava certa. Por que não pensei nisso naquele momento? Logo, minha mãe comungou comigo sobre a verdade e ser uma pessoa honesta. Ela leu a seguinte passagem das palavras de Deus para mim: “Tudo que você faz, cada ação, cada intenção e cada reação devem ser trazidos para diante de Deus. […] É tal prática que ajudará você a alcançar crescimento na vida. O processo de aceitar o escrutínio de Deus é o processo de purificação. Quanto mais puder aceitar o escrutínio de Deus, mais você será purificado e mais estará de acordo com a vontade de Deus, de modo que você não será atraído à devassidão e seu coração viverá na Sua presença. Quanto mais você aceitar Seu escrutínio, maior será a humilhação de Satanás e sua capacidade de renunciar à carne.” Refleti sobre as minhas ações enquanto ouvia a minha mãe. Percebi que minha trapaça no exame e o fato de não querer contar à minha mãe eram todas manifestações enganosas. E que querer pontuar mais alto trapaceando era para que os professores gostassem de mim e os meus colegas de turma me invejassem. Deus conhecia o meu coração e senti-me infeliz como nunca antes por não está sendo uma pessoa honesta. Orei a Ele em silêncio: “Ó Deus! Eu trapaceei hoje e estou disposto a me arrepender. Se eu encontrar tais coisas no futuro, espero que possas me ajudar a praticar a verdade e ser testemunha de Ti.”

Mais tarde, os resultados foram divulgados e recebi 100 pontos no exame de matemática. Mas não estava feliz e senti que não consegui 100 pontos na presença de Deus.

Num piscar de olhos, o exame final do segundo termo do quarto ano estava próximo. Certa vez, o professor pediu que fizéssemos um teste elaborado por ele. O teste foi bem difícil, com muitos problemas que eu não conseguia resolver. Mais uma vez, eu quis perguntar ao meu colega de classe, mas depois pensei na minha oração diante de Deus da última vez, assim desisti. Vários dias depois, o professor nos entregou os testes. Ele explicou as respostas e deixou-nos marcar os testes e calcular os pontos totais por conta própria. Somei e descobri que tinha feito somente 59 pontos – uma pontuação na qual não seria aprovado. Estava totalmente incapaz de aceitar aquilo e senti muita vergonha! Só então, o professor disse que contaria quantos alunos erraram as respostas de cada problema e que, quando fosse falado de cada problema, os que cometeram erros deveriam levantar-se. Senti-me um pouco envergonhado. Eu tinha errado tantos problemas, assim como o professor me consideraria quando me visse levantando repetidas vezes? Normalmente eu era um aluno excelente da nossa turma. Quando o professor descobrisse o quanto eu tinha feito no exame, talvez não gostasse mais de mim. Desta forma, pensei: “Bem, ficarei de pé algumas vezes.” Neste momento, pensei na minha mãe dizendo que, seja o que for que encontrássemos, deveríamos orar a Deus e buscar a Sua vontade. Então orei a Deus em meu coração em silêncio: “Ó Deus! Espero que possas ajudar-me para que eu possa ser uma pessoa honesta ao invés de proteger a minha própria reputação.” Depois de orar, pensei nas palavras de Deus: “Ter a fala e o comportamento de um ser humano normal significa falar de modo coerente, dizer ‘sim’ quando quiser dizer ‘sim’ e dizer ‘não’ quando quiser dizer ‘não’. Atenha-se aos fatos e fale de maneira apropriada. Não engane, não minta.” Está certo! Um ser humano normal é uma pessoa honesta. No mínimo, uma pessoa honesta deve ser capaz de dizer que uma pá é uma pá e não trapacear. Quero ser uma pessoa honesta porque Deus gosta do honesto. Pensando nisto, determinei não resguardar o meu próprio estado e coloquei em prática ser uma pessoa honesta. No entanto, quando levantei-me, o meu coração bateu forte. Disse a mim mesmo: “Não importa como o professor julgue-me, tudo bem, desde que eu esteja de acordo com o coração de Deus.” Aconteceu que o professor não me menosprezou depois disso, e ele continou me tratando tão bem para mim como antes. Coloquei em prática ser uma pessoa honesta – como eu estava feliz!

Em pouco tempo, chegou a hora do exame final. No exame de matemática, houve vários problemas novamente que não consegui resolver. Pensei: “Este é o exame final e ele é mais importante do que os exames mensais. Preciso obter pontos altos.” Vi um colega na frente perguntando a outro colega de classe ao lado dele sobre um problema. O vigilante não os notou. Então eu também quis perguntar ao meu colega de mesa. Logo, pensei em como eu trapaceei da última vez. Eu tinha orado a Deus para que aprendesse a ser uma pessoa honesta e não ser enganoso para com Ele. Assim, orei a Deus em silêncio em meu coração: “Ó Deus! Eu quero trapacear outra vez, mas orei a Ti e resolvi não trapacear de novo. Leve-me a ser uma pessoa honesta, séria neste exame e responder aos problemas da melhor forma possível, sem pensar em copiar mais as respostas do meu colega de classe.”Depois que orei, consegui acalmar-me e pensar cuidadosamente sobre os problemas. Sem querer, de repente soube resolver alguns deles. Fiquei muito feliz e soube que era Deus quem me guiava e me iluminava. No final, consegui 96 pontos naquele exame de matemática, o que foi melhor do que eu imaginava. Se tivesse trapaceado, a pontuação provavelmente teria sido mais alta, mas eu teria perdido o testemunho aos olhos de Deus. Senti-me muito feliz e seguro ao praticar as palavras de Deus.

Obter pontuações altas é bom, pois fará com que os professores e os meus pais gostem de mim, e os meus colegas de turma me invejem. Mas isso não pode me fazer feliz. Somente quando eu agir como uma pessoa honesta, de acordo com as palavras de Deus, recebo a verdadeira felicidade. E isto é o mais importante.